domingo, 3 de junho de 2012


Johann Christian Bach (1735 † 1782)

Work: Tantum ergo, for 4 solo voices, chorus & orchestra in G major, CW E26 (T. 209/7) (1759)

01. Tantum ergo (Elisabeth Scholl)
02. Genitori genitoque (Elisabeth Scholl, Ruth Sandhoff, Andreas Karasiak, Gotthold Schwarz, Chorus)

Performer:
Andreas Karasiak, (tenor)
Ruth Sandhoff, (contralto)
Elisabeth Scholl, (soprano)
Gotthold Schwarz, (bass)

Dresdner Kammerchor
Chorus master: Hans-Christoph Rademann

Conductor: Michael Schneider
La Stagione Frankfurt

Une jeune fillette - Jehan Chardavoine - Renaissance française


Une jeune fillette
de noble coeur,
Plaisante et joliette
de grand' valeur,
Outre son gre on l'a rendu' nonnette
Cela point ne luy haicte
dont vit en grand' douleur.

Vn soir apres complie seulette estoit,
En grand melancolie se tourmentoit,
Disant ainsi, douce Vierge Marie,
Abregez moy la vie, puisque mourir je doy.

Mon pauvre coeur
souspire incessament,
Aussi ma mort
desire journellement.
Qu'a mes parens ne puis mander n'escrire,
Ma beaute fort empire,
je vis en grand tourment.

Que ne m'a-t-on donnee
a mon loyal amy,
Qui tant m'a desiree
aussi ay-je moy luy,
Toute la nuict my tiendroit embrassee
Me disant la pensee
et moy la mienne a luy.

A Dieu vous dy mon pere,
ma mere e mes parens,
Qui m'avez voulu faire
nonette en ce couvent,
Ou il n'y a point de resjouissance,
Je vis en desplaisance
je n'attens que la mort.

La mort est fort cruelle
a endurer,
Combien qu'il faut par elle
trestous passer.
Encor'est plus grand mal que j'endure,
Et la peine plus dure
qu'il me faut supporter.

A Dieu vous dy
les filles de mon pays,
Puis qu'en cest' Abbaye
me faut mourir,
En attendant de mon Die la sentence,
Je vy en esperance
d'en avoir reconfort.


Le Poème Harmonique
"Anciennes chansons de France"
dir. Vincent Dumestre

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Pelo direito de seguir de mãos dadas - Para Isabela Arruda Soares

Isabela Arruda Soares

Pelo silêncio na planície pela tranquilidade em tua voz
pelos teus olhos estelares pelo teu corpo liquido de bruma
pelo direito de seguir de mãos dadas na solidão noturna
lutaremos meu Amor
pela infância que fomos pelo jardim escondido que não teve o nosso amor
pelo pão que nos recusam pela liberdade sem fronteiras
pelas manhãs de sol sem mácula de grade
lutaremos meu Amor

Pela dádiva mútua da nossa carne mártir
pela alegria em teu sorriso claro pelo teu sonho imaterial
pela cidade escravizada pela doçura de um beijo à despedida
lutaremos meu Amor

Pelos meninos tristes suburbanos
contra o peso da angústia contra o medo
contra a seta de fogo traiçoeira cravada
em nosso doce coração aberto
lutaremos meu Amor

Na aparência sozinhos multidão na verdade
lutaremos meu Amor

ADAGIO d'ALBINONI - Jean-Claude Borelly


Concert des Trompettes - Abertura do Mês de Junho de 2012


quarta-feira, 30 de maio de 2012

Cúmplices - Mafalda Veiga - Para Isabela Arruda Soares

Isabela

A noite vem às vezes tão perdida
e quase nada parece bater certo
há qualquer coisa em nos inquieta e ferida
e tudo que era fundo fica perto

nem sempre o chão da alma é seguro
nem sempre o tempo cura qualquer dor
e o sabor a fim da mar que vem do escuro
é tantas vezes o que resta do calor

se fosse a tua pela
se tu fosses o meu caminho
se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho

trocamos as palavras mais escondidas
e só a noite arranca sem doer
seremos cúmplices o resto da vida
ou talvez só até amanhecer

fica tão fácil entregar a alma
a quem nos traga um sopro do deserto
olhar onde a distância nunca acalma
esperando o que vier de peito aberto

se fosse a tua pela
se tu fosses o meu caminho
se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho

se fosse a tua pela
se tu fosses o meu caminho
se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho

Tetê Espíndola - Vida Cigana - Para Isabela Arruda Soares