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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Pelo direito de seguir de mãos dadas - Para Isabela Arruda Soares

Isabela Arruda Soares

Pelo silêncio na planície pela tranquilidade em tua voz
pelos teus olhos estelares pelo teu corpo liquido de bruma
pelo direito de seguir de mãos dadas na solidão noturna
lutaremos meu Amor
pela infância que fomos pelo jardim escondido que não teve o nosso amor
pelo pão que nos recusam pela liberdade sem fronteiras
pelas manhãs de sol sem mácula de grade
lutaremos meu Amor

Pela dádiva mútua da nossa carne mártir
pela alegria em teu sorriso claro pelo teu sonho imaterial
pela cidade escravizada pela doçura de um beijo à despedida
lutaremos meu Amor

Pelos meninos tristes suburbanos
contra o peso da angústia contra o medo
contra a seta de fogo traiçoeira cravada
em nosso doce coração aberto
lutaremos meu Amor

Na aparência sozinhos multidão na verdade
lutaremos meu Amor

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Cúmplices - Mafalda Veiga - Para Isabela Arruda Soares

Isabela

A noite vem às vezes tão perdida
e quase nada parece bater certo
há qualquer coisa em nos inquieta e ferida
e tudo que era fundo fica perto

nem sempre o chão da alma é seguro
nem sempre o tempo cura qualquer dor
e o sabor a fim da mar que vem do escuro
é tantas vezes o que resta do calor

se fosse a tua pela
se tu fosses o meu caminho
se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho

trocamos as palavras mais escondidas
e só a noite arranca sem doer
seremos cúmplices o resto da vida
ou talvez só até amanhecer

fica tão fácil entregar a alma
a quem nos traga um sopro do deserto
olhar onde a distância nunca acalma
esperando o que vier de peito aberto

se fosse a tua pela
se tu fosses o meu caminho
se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho

se fosse a tua pela
se tu fosses o meu caminho
se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho

segunda-feira, 28 de maio de 2012

O que sinto por você - De Isabela Arruda para Hélio Cambuí


Achava que não sabia ao certo... e ... 

Na fuga de mim mesma... 
No silêncio dos sentimentos... 
No sossego das emoções... 

No distanciamento dos relacionamentos... 

Nos grifos das exceções...
Perdida entre as multidões 
Num perambulante devir... 
Eis que me apaixonei !!! 
Estranho explicar... 
Melhor sentir, sonhar, viver... 

Poesias e músicas sabem falar como é apaixonar, gostar, desejar, amar 
Não se conter... 

Li muito Drummond 
O poeta de Itabira! 
E fora dele 

Desacreditava nos “romances” 
Então me cedi a amores frios 
E beijos de freelance 

A música de Tom Jobim 
Também me embriagou 
E eu que era triste 

Descrente deste mundo 
Senti suas melodias 
E jorrando de alegria 

Deixei brotar um sentimento profundo 
Parei de ter paixões frias 

Deixando-me enamorar por pessoas “reais” 
Algumas vezes quebrei a cara! 
Mas não por fantasia ou euforia 
Tentei encarar com “alegria” 

As lágrimas eventuais 
Mas o que eu sinto por você? 

Talvez não saiba ao certo... paixão, amor... paixão e amor...? 
Como explicar com palavras algo que se sente? 
Como explicar o que é esse coração acelerado, 
Quando estou ou quando penso em você... 

Ou essa tristeza quando você sai? 
Essa alegria quando você me abraça, 
Ou esse calor imenso quando você me beija? 

Escolhi sentir, me permitir... 
Desdobrei-me fora do tempo 
Mas sem sair de dentro 
Ainda que fora do centro 
Chorei- rindo de mim mesma... 

Não me fiz de difícil 
Tentei me abrir, conferir, seduzir... 
Desequilibrei-me, uau! Caí 
Num “precipício” chamado amor 
E fui caindo ao som de Luz dos Olhos 

Lendo o livro da dor e do amor 
Ao menos feliz 
Ainda não cheguei ao chão... 

Meus pés caminham firmes 
A cabeça é que vive fora de órbita 
Das normas inóspitas 
Sem razão, sem motivos 

Os meus, tão meus modos de viver, sentir, sonhar 
Os nossos bons encontros e por vezes desencontros 
Sinceros e significativos 

Vasculhei minhas lembranças 
A memória se faz presente 
Umas das poucas qualidades... 

Cartografei nossos poucos encontros e as rotas desviantes... 
Com momentos aconchegantes 
Muitos deles como amantes 

As suas palavras, 
O seu nome 
Permeiam os meus sentimentos e pensamentos, 
Por ali, por aqui, por acolá... 
Nos pensamentos, sonhos 
Nos sentimentos, realização... 

Um desejo imenso 
De uma verdadeira paixão 
Assim, 
Diante da renovação do meu ser 

Decreto que tudo isso deve continuar e viver 
A chama do amor deve permanecer! 
Porque mais importante do que merecer você 

É a doce realidade de ter ...

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Amor Terapia - Joanna de Ângelis - De: Hélio para Isabela


Não há como negar ser o amor a realidade mais pujante da vida. Irradia-se de Deus e vitaliza o Universo, mantendo as Leis que produzem o equilíbrio.
Todos os homens e mulheres que edificaram os ideais de felicidade humana fundamentaram o seu pensamento no amor pleno e incondicional.
Transcendendo definições, o amor é vida exuberante; é a razão básica da manifestação do ser que pensa e que sente.
Jesus sintetizou todo o código da Sua Doutrina no amor a Deus, ao próximo e a si mesmo.
As modernas ciências da alma, que penetraram na essência profunda das criaturas, fascinadas com as suas descobertas em torno dos conflitos e problemas, recorrem também ao amor, para que ele solucione os enigmas existenciais e erradique os agentes causadores dos distúrbios interiores e externos que aturdem a humanidade.
Assim, o amor deve ser causa, meio e fim para o comportamento humano feliz, que desperta com anseios de plenitude. Amar é o grande desafio.

domingo, 13 de maio de 2012

Cada Mãe é uma Flor > Jôe Luiz - Espírito de Luz


Cada mãe é uma flor, no Mundo criado por Deus
Seu ventre, o paraíso, para o filho que concebeu
Consciência e amor, para nos preparar lhe deu
Todos os puros sentimentos, para gerar os filhos Seus
Para todas deu Grandezas, para a Seus filhos conceber
Tratá-los como fez Maria, para como Jesus Cristo ser
Em todos os momentos da vida, dar amor e proteger
Amar e dar bom exemplo, antes e depois de nascer
Ensinar toda Verdade, falar de um Deus de Amor
Que não castiga nem vinga, sempre a todos perdoou
Está sempre de braços abertos, perdoando quem errou
Infinitamente bom e justo, nunca a Seus filhos vingou
És como o Pai Eterno, que acompanha nossos passos
Que perdoa e espera de volta, até os filhos ingratos
Os que saíram do caminho, e não voltam para Seus braços
Até os últimos momentos da vida, Ele fica a esperá-los
És um Ser infinitamente perfeito, és o símbolo do Amor
És igual a Natureza, resistes o destruidor
És as vidas abandonadas, acolhes e dás calor
Não recusas em ajudar, o coração sofredor
Ninguém pode avaliar, o quanto Deus ama seus filhos
De todas as crianças que nascem, Ele é o Pai Divino
Cuida e ama todo tempo, desde quando concebidos
Para que cumpram as missões, como está no predestino
Durante a gravidez, te ajuda todo tempo
Para tratares como um messias, para ajudar com bom exemplo
Para ser feliz e alegre, e ter só bons pensamentos
Para não sair do bom caminho, e dos males ficares isento

Psicografada Pelo Médium Rui Souza

domingo, 29 de abril de 2012

É Preciso Aprender a Amar - Friedrich Nietzsche


Que se passa para nós no domínio musical? Devemos em primeiro lugar aprender a ouvir um motivo, uma ária, de uma maneira geral, a percebê-lo, a distingui-lo, a limitá-lo e isolá-lo na sua vida própria; devemos em seguida fazer um esforço de boa vontade — para o suportar, mau-grado a sua novidade — para admitir o seu aspecto, a sua expressão fisionômica — e de caridade — para tolerar a sua estranheza; chega enfim o momento em que já estamos afeitos, em que o esperamos, em que pressentimos que nos faltaria se não viesse; a partir de então continua sem cessar a exercer sobre nós a sua pressão e o seu encanto e, entretanto, tornamo-nos os seus humildes adoradores, os seus fiéis encantados que não pedem mais nada ao mundo, senão ele, ainda ele, sempre ele. 
Não sucede assim só com a música: foi da mesma maneira que aprendemos a amar tudo o que amamos. A nossa boa vontade, a nossa paciência, a nossa equanimidade, a nossa suavidade com as coisas que nos são novas acabam sempre por ser pagas, porque as coisas, pouco a pouco, se despojam para nós do seu véu e apresentam-se a nossos olhos como indizíveis belezas: é o agradecimento da nossa hospitalidade. Quem se ama a si próprio aprende a fazê-lo seguindo um caminho idêntico: existe apenas esse. O amor também deve ser aprendido. 

Friedrich Nietzsche, in "A Gaia Ciência"

quinta-feira, 15 de março de 2012

Como posso viver longe de ti > Tassos Leivaditis

by Hélio Cambuí
Como posso viver longe de ti...
Como posso acender um candeeiro senão para te ver?
Como posso fitar uma parede por onde não perpassa a tua sombra?
... Como hei-de abrir uma porta se não for para ir ter contigo?
Como hei-de atravessar uma soleira se não for para te encontrar?
Não, não podia viver longe de ti...
Dá-me a tua boca por um momento...

(Tasos Leivaditis, Tradução de Manuel Resende)

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O amor, meu amor > MIA




Nosso amor é impuro 
como impura é a luz e a água 
e tudo quanto nasce 
e vive além do tempo. 

Minhas pernas são água, 
as tuas são luz 
e dão a volta ao universo 
quando se enlaçam 
até se tornarem deserto e escuro. 
E eu sofro de te abraçar 
depois de te abraçar para não sofrer. 

E toco-te 
para deixares de ter corpo 
e o meu corpo nasce 
quando se extingue no teu. 

E respiro em ti 
para me sufocar 
e espreito em tua claridade 
para me cegar, 
meu Sol vertido em Lua, 
minha noite alvorecida. 

Tu me bebes 
e eu me converto na tua sede. 
Meus lábios mordem, 
meus dentes beijam, 
minha pele te veste 
e ficas ainda mais despida. 

Pudesse eu ser tu 
E em tua saudade ser a minha própria espera. 

Mas eu deito-me em teu leito 
Quando apenas queria dormir em ti. 

E sonho-te 
Quando ansiava ser um sonho teu. 

E levito, voo de semente, 
para em mim mesmo te plantar 
menos que flor: simples perfume, 
lembrança de pétala sem chão onde tombar. 

Teus olhos inundando os meus 
e a minha vida, já sem leito, 
vai galgando margens 
até tudo ser mar. 
Esse mar que só há depois do mar. 

Mia Couto, in "idades cidades divindades"

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Maná - Amor Clandestino - Sem palavras, Maria!!!





Eres inevitable amor
Casi como respirar,
Casi como respirar.

Llegué a tus playas impuntual
Pero no me rendiré:
Soy tu amor clandestino,
Soy el viento sin destino
Que se cuela en tu faldas mi amor,
Un soñador, un clandestino
Que se juega hasta la vida mi amor,
Clandestino. Amada, amada amor.

No, no no no

Mi amor clandestino en el silencio, el dolor
Se nos cae todo el cielo de esperar.
Inevitable casi como respirar
Se nos cae todo el cielo
De tanto esperar.
Clandestino.

El universo conspiró inevitable corazón,
Clandestino eterno amor.

Pero me duele no gritar tu nombre en toda libertad,
Bajo sospecha hay que callar.

Y te sueño piel con piel,
Ahogado en besos y tus risas amor.
Y me hundo en el calor
Que hay en tus muslos, en tu mar,
Llorando en silencio, temblando tu ausencia,
Rogándole al cielo y finjiendo estar muy bien.

No, no no no

Mi amor clandestino en el silencio, el dolor
Se nos cae todo el cielo de tanto esperar.
Inevitable caasi como respirar,
Se nos cae todo el cielo
De tanto esperar.
Clandestino.

No te engañes más, ya no te mientas,
Si aire ya pasó, ya pasó.
Y verdad ya no tengas miedo,
Sólo tu mantienes mi respiración.

Hace tanto que yo esperaba al viento, amor.
Cae el llanto del cielo de esperar.
Hace tanto que yo esperé tu luz, amor.
Ay amor, ay amor, ¡Ay amor!

Se nos cae todo el cielo,
Se nos cae todo el cielo de tanto esperar.
Mi amor ya no te engañes,
No te mientas corazón
Se nos cae todo el cielo,
Entiéndelo amor.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Cura prolongada - Stormy Weather


"O amor é uma doença, cuja cura requer a inoculação do antídoto da decepção, em doses sucessivas, até que o organismo reaja, criando o anticorpo da dúvida. O tratamento pode ser considerado um sucesso quando o organismo passa a resistir aos ataques do amor com os sintomas do cinismo."