«Perguntou-me o que é que eu escrevia nos livros. Respondi-lhe que me escrevia a mim. Escrevo-me. Escrevo o que existo, onde sinto, todos os lugares onde sinto. E o que sinto é o que existo e o que sou. Escrevo-me nas palavras mais ridículas: amor, esperança, estrelas, e nas palavras mais belas: claridade, pureza, céu. Transformo-me todo em palavras.» José Luis Peixoto
domingo, 3 de junho de 2012
Johann Christian Bach (1735 † 1782)
Work: Tantum ergo, for 4 solo voices, chorus & orchestra in G major, CW E26 (T. 209/7) (1759)
01. Tantum ergo (Elisabeth Scholl) 02. Genitori genitoque (Elisabeth Scholl, Ruth Sandhoff, Andreas Karasiak, Gotthold Schwarz, Chorus)
Performer: Andreas Karasiak, (tenor) Ruth Sandhoff, (contralto) Elisabeth Scholl, (soprano) Gotthold Schwarz, (bass)
Une jeune fillette de noble coeur, Plaisante et joliette de grand' valeur, Outre son gre on l'a rendu' nonnette Cela point ne luy haicte dont vit en grand' douleur.
Vn soir apres complie seulette estoit, En grand melancolie se tourmentoit, Disant ainsi, douce Vierge Marie, Abregez moy la vie, puisque mourir je doy.
Mon pauvre coeur souspire incessament, Aussi ma mort desire journellement. Qu'a mes parens ne puis mander n'escrire, Ma beaute fort empire, je vis en grand tourment.
Que ne m'a-t-on donnee a mon loyal amy, Qui tant m'a desiree aussi ay-je moy luy, Toute la nuict my tiendroit embrassee Me disant la pensee et moy la mienne a luy.
A Dieu vous dy mon pere, ma mere e mes parens, Qui m'avez voulu faire nonette en ce couvent, Ou il n'y a point de resjouissance, Je vis en desplaisance je n'attens que la mort.
La mort est fort cruelle a endurer, Combien qu'il faut par elle trestous passer. Encor'est plus grand mal que j'endure, Et la peine plus dure qu'il me faut supporter.
A Dieu vous dy les filles de mon pays, Puis qu'en cest' Abbaye me faut mourir, En attendant de mon Die la sentence, Je vy en esperance d'en avoir reconfort.
Le Poème Harmonique "Anciennes chansons de France" dir. Vincent Dumestre
Pelo silêncio na planície pela tranquilidade em tua voz pelos teus olhos estelares pelo teu corpo liquido de bruma pelo direito de seguir de mãos dadas na solidão noturna lutaremos meu Amor pela infância que fomos pelo jardim escondido que não teve o nosso amor pelo pão que nos recusam pela liberdade sem fronteiras pelas manhãs de sol sem mácula de grade lutaremos meu Amor
Pela dádiva mútua da nossa carne mártir pela alegria em teu sorriso claro pelo teu sonho imaterial pela cidade escravizada pela doçura de um beijo à despedida lutaremos meu Amor
Pelos meninos tristes suburbanos contra o peso da angústia contra o medo contra a seta de fogo traiçoeira cravada em nosso doce coração aberto lutaremos meu Amor
Na aparência sozinhos multidão na verdade lutaremos meu Amor