«Perguntou-me o que é que eu escrevia nos livros. Respondi-lhe que me escrevia a mim. Escrevo-me. Escrevo o que existo, onde sinto, todos os lugares onde sinto. E o que sinto é o que existo e o que sou. Escrevo-me nas palavras mais ridículas: amor, esperança, estrelas, e nas palavras mais belas: claridade, pureza, céu. Transformo-me todo em palavras.» José Luis Peixoto
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sábado, 10 de março de 2012
sábado, 10 de dezembro de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Pinturas - Paula Rego - escrito por Marelo Coelho
A pintora portuguesa Paula Rego tem sua primeira retrospectiva no Brasil. Fica na Pinacoteca do Estado até meados de junho. A artista vive na Inglaterra há cerca de 50 anos, virou "dame" (o equivalente a "sir") do Império Britânico. Seu estilo é próximo do realismo de Lucian Freud, e pode-se notar sua influência sobre artistas mais recentes, como Jake e Dinos Chapman (bonecos hermafroditas, crianças xifópagas nuas penduradas de cabeça para baixo). aula Rego ilustrou rimas e contos infantis, mas seus quadros e gravuras (uma série sobre aborto, cenas de asilo, de guerra, de violência sexual doméstica) tendem a ser para maiores de 8 anos. Escrevo sobre ela no artigo desta quarta-feira, dia 30. Duas das pinturas (pastéis de grande formato, na verdade) de que mais gostei na exposição. Uma é a "mulher-cachorro", outra é Branca de Neve depois de ter comido a maçã envenenada.
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