«Perguntou-me o que é que eu escrevia nos livros. Respondi-lhe que me escrevia a mim. Escrevo-me. Escrevo o que existo, onde sinto, todos os lugares onde sinto. E o que sinto é o que existo e o que sou. Escrevo-me nas palavras mais ridículas: amor, esperança, estrelas, e nas palavras mais belas: claridade, pureza, céu. Transformo-me todo em palavras.» José Luis Peixoto
sexta-feira, 29 de junho de 2012
quinta-feira, 28 de junho de 2012
G. Valentini: Op. 7 n. 11 / Concerto grosso in A minor (Rome, 1710) - Part 2 / La Serenissima
GIUSEPPE VALENTINI [1680-1760]
12 CONCERTI GROSSI E A QUATTRO VIOLINI: OP. 7 N. 12
(Rome, 1710)
II. Allegro - 0:05
III. Grave, allegro, grave - 5:30
IV. Presto - 9:04
V. Adagio - 10:49
VI. Allegro - 13:03
VIOLINS I & II
Adrian Chandler (R. Ross, 1981 after Amati)
Sarah Moffatt (School Jacobs, 1700 c., Netherlands)
George Crawford (R. Ross, 2004 after Amati)
Simon Kodurand (N. Harris, 1993, Wells)
Jane Gordon (P. Thompson, 1737, London)
ALTO VIOLA
Peter Collyer (K. T. Roth, 1990 after Guarneri)
TENOR VIOLA
Alfonso Leal
VIOLONCELLO
Gareth Deats (M. Watson, 1993 after A. Guarneri)
DOUBLE BASS
Peter McCarthy (Anonymous, XVII century, Brescia, Italy)
THEORBO
Eligio Quinteiro (K. Jacobsen, 2003, London)
ORGAN
Robert Howarth (R. Jennings, 2004, 8', 4', 2' flute & 4' principal)
La Serenissima / Adrian Chandler (conductor)
http://laserenissima.co.uk/
[on authentic instruments]
terça-feira, 26 de junho de 2012
Lema da Vida - Chico Xavier
Como apagar ofensas,
Conforme ensinas, crês, queres ou pensas
No perdão por dever...
Fita o mundo em que moras,
Todo bem que se faz ou que se imortaliza
Conserva por divisa :
Renovar e esquecer.
A noite cria a escuridão que aflige
Pelo fardo das sombras exteriores,
Mas eis que surge a aurora e canta em cores,
Saudando o novo dia a renascer...
Nada recorda as trevas dissipadas,
O Sol fulge nos lares onde estamos,
Não longe louvam pássaros nos ramos :
Renovar e esquecer.
O grande rio abaixa-se de todo
Para abraçar os córregos da serra
E colhe humildemente os detritos da terra,
A servir e a correr;
Por mais que se lhe atire pedra e lodo à face,
Não revida, não chora, não blasfema,
Segue espalhando amor, sustentando por lema:
Renovar e esquecer.
No mar, a tempestade grita em fúria
A nave mais potente, a mais ampla e veloz,
recorda simplesmente uma casca de noz
Em férrea luta por sobreviver...
Depois a paz do Céu derrama-se no abismo,
O torvelinho cessa, a estrada é mansa
E a maré balbucia a oração da esperança:
Renovar e esquecer.
Assim também, se amados te esqueceram,
Se pelos bens, que aguardas e produzes,
Recebes tão-somente as lágrimas e as cruzes
De provas que te fazem padecer,
Desculpa, serve, ampara, ama e auxilia
E encontrarás enfim, por mais triste ou cansada,
A clara voz de Deus, lembrando-te na estrada:
Renovar e esquecer.
ESQUECER PARA RENOVAR
Chico Xavier - Maria Dolores
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