«Perguntou-me o que é que eu escrevia nos livros. Respondi-lhe que me escrevia a mim. Escrevo-me. Escrevo o que existo, onde sinto, todos os lugares onde sinto. E o que sinto é o que existo e o que sou. Escrevo-me nas palavras mais ridículas: amor, esperança, estrelas, e nas palavras mais belas: claridade, pureza, céu. Transformo-me todo em palavras.» José Luis Peixoto
terça-feira, 12 de abril de 2011
Charles Aznavour "La Boehme" , by Hélio Cambuí
Além de ser um dos mais populares e longevos cantores da França, ele é também um dos cantores franceses mais conhecidos no exterior. Ele atuou em mais de 60 filmes, compôs cerca de 850 canções (incluindo 150 em inglês, 100 em italiano, 70 em espanhol e 50 em alemão) e já vendeu bem mais que 100 milhões de discos. Aznavour começou sua turnê global de despedida no fim de 2006. Após obter a cidadania armênia em dezembro de 2008,Aznavour aceita em 12 de fevereiro de 2009 se tornar embaixador da Armênia na Suíça.[1] O anúncio oficial dessa nominação foi feito em 6 de maio de 2009.
Gigliola Cinquetti Non Ho Leta aos 16 anos 1964
Prometido e cumprido...
Non ho l'età, non ho l'età per amarti
Non ho l'età per uscire sola con te
E non avrei, non avrei nulla da dirti
Perchè tu sai molte più cose di me
Non ho l'età per uscire sola con te
E non avrei, non avrei nulla da dirti
Perchè tu sai molte più cose di me
{Refrain:}
Lascia ch'io viva un amore romantico
Nell'attesa che venga quel giorno, ma ora no
Non ho l'età, non ho l'età per amarti
Non ho l'età per uscire sola con te
Se tu vorrai, se tu vorrai aspettarmi
Quel giorno avrai tutto il mio amore per te
Lascia ch'io viva un amore romantico
Nell'attesa che venga quel giorno, ma ora no
Non ho l'età, non ho l'età per amarti
Non ho l'età per uscire sola con te
Se tu vorrai, se tu vorrai aspettarmi
Quel giorno avrai tutto il mio amore per te
Lascia ch'io viva un amore romantico
Nell'attesa che venga quel giorno, ma ora no
Non ho l'età, non ho l'età per amarti
Non ho l'età per uscire sola con te
Se tu vorrai, se tu vorrai aspettarmi
Quel giorno avrai tutto il mio amore per te
Nell'attesa che venga quel giorno, ma ora no
Non ho l'età, non ho l'età per amarti
Non ho l'età per uscire sola con te
Se tu vorrai, se tu vorrai aspettarmi
Quel giorno avrai tutto il mio amore per te
Entrevista com Clarice Lispector - 1977 - 2ª parte
Por não estarem distraídos
Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que, por admiração, se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.
Clarice Lispector
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Entrevista com Clarice Lispector - 1977 - 1ª parte
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre
Clarice Lispector
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre
Tormentas - José Luiz Peixoto
com roupa passada a ferro, rastos de chamas dentro
do corpo, gritos desesperados sob as conversas: fingir
que está tudo bem: olhas-me e só tu sabes: na rua onde
os nossos olhares se encontram é noite: as pessoas
não imaginam: são tão ridículas as pessoas, tão
desprezíveis: as pessoas falam e não imaginam: nós
olhamo-nos: fingir que está tudo bem: o sangue a ferver
sob a pele igual aos dias antes de tudo, tempestades de
medo nos lábios a sorrir: será que vou morrer?, perguntodentro de mim: será que vou morrer?, olhas-me e só tu sabes:
ferros em brasa, fogo, silêncio e chuva que não se pode dizer:
amor e morte: fingir que está tudo bem: ter de sorrir: um
oceano que nos queima, um incêndio que nos afoga.
Orinoco Flow - by Celtic Woman
De Norte a Sul, de Ebudae para Khartoum,
do profundo Mar de Nuvens para a Ilha da Lua,
me carregue nas ondas para as terras
em que nunca estive,
me carregue nas ondas para as terras
que nunca vi
Nós podemos navegar, nós podemos navegar
nas correntezas do Orinoco...
Nós podemos navegar, nós podemos navegar...
(veleje, veleje, veleje)
Let me sail, let me sail,
let the Orinoco Flow,
let me reach, let me beach
on the shores of Tripoli.
Let me sail, let me sail,
let me crash upon your shore,
let me reach, let me beach
far beyond the Yellow Sea.
De, de
de, de
de, de
de, de
de, de
Sail away, sail away, sail away.
Sail away, sail away, sail away.
Sail away, sail away, sail away.
Sail away, sail away, sail away.
From Bissau to Palau - in the shade of Avalon,
from Fiji to Tiree and the Isles of Ebony,
from Peru to Cebu hear the power of Babylon,
from Bali to Cali - far beneath the Coral Sea.
De, de
de, de
de, de
de, de
de, de
Sail away, sail away, sail away.
Sail away, sail away, sail away.
Sail away, sail away, sail away.
Sail away, sail away, sail away.
From the North to the South, Ebudæ into Khartoum,
from the deep sea of Clouds to the island of the moon,
carry me on the waves to the lands I've never been,
carry me on the waves to the lands I've never seen.
We can sail, we can sail on the Orinoco Flow,
we can sail, we can sail.
(sail away, sail away)
We can steer, we can near
with Rob Dickins at the wheel,
we can sigh, say goodbye Ross and his dependencies
we can sail, we can sail
(sail away, sail away, sail away)
We can reach, we can beach,
on the shores of Tripoli,
we can sail, we can sail
(sail away, sail away, sail away)
From Bali to Cali - far beneath the Coral Sea,
we can sail, we can sail
(sail away, sail away, sail away)
Bachianas Brasileiras nº 5 - Heitor Vila-Lobos
Bachianas Brasileiras Nº 5 de Heitor Villa-Lobos, interpretadas por Amal Brahim Djelloul (soprano) Gautier Capuçon (violoncelo) Orchestre Du Violon Sur Le Sable (Les films Jack Febus)
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