«Perguntou-me o que é que eu escrevia nos livros. Respondi-lhe que me escrevia a mim. Escrevo-me. Escrevo o que existo, onde sinto, todos os lugares onde sinto. E o que sinto é o que existo e o que sou. Escrevo-me nas palavras mais ridículas: amor, esperança, estrelas, e nas palavras mais belas: claridade, pureza, céu. Transformo-me todo em palavras.» José Luis Peixoto
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Sintomas de saudade - Marisa Monte
Eu só quero que você saiba
Que estou pensando em você
Agora e sempre mais
Eu só quero que você ouça
A canção que eu fiz pra dizer
Que eu te adoro cada vez mais
E que eu te quero sempre em paz
Tô com sintomas de saudade
Tô pensando em você
E como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
Eu só quero que você caiba
No meu colo
Porque eu te adoro cada vez mais
Eu só quero que você siga
Para onde quiser
Que eu não vou ficar muito atrás
Tô com sintomas de saudade
Tô pensando em você
E como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
Eu só quero que você saiba
Que estou pensando em você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
E que eu te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
domingo, 10 de junho de 2012
Livre Arbítrio - Sabrina Tibau em 08 de jun de 2012 às 05:26
A poesia revela o que os livros de ciência abstém. É no coração do homem que tudo se faz, se transforma, se manifesta. E no som da melodia de um acorde que somos fracos ou mais fortes, é na inspiração de um sentimento que boas coisas acontecem (sem rótulos de felicidade, afinal é apenas uma palavra). Se muitos homens ainda perdem seu tempo, valioso tempo, buscando um conceito de satisfação, há uma regressão evolutiva em nossa espécie. Essa tal felicidade vem de dentro, apagada por tantos conceitos e preconceitos, esquecida pela valorização do espaço físico que separa pessoas, lugares, sonhos. Expandiremos nossos horizontes, para abraçarmos outras sensações e percebermos que liberdade corporal é tão inútil quanto um guarda-chuva em tempestade de vento. O que precisamos é libertar nossos arrepios, nossas visões, nossas vergonhas... Libertar a poesia que ainda há em nós.
A liberdade está na alma de cada um, e é um conceito que vai além de um determinado espaço físico conquistado ou uma quebra de censura. Vai além de uma liberdade física. Vai além de um "Livre Arbítrio".
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